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A destruição de Dresden

Gratuita          114KB          Publicado: 11/02/2010

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O bombardeamento de Dresden há 52 anos - 13 e 14 de Fevereiro de 1945. 
Nesta altura da guerra todo e qualquer responsável civil ou militar das potências Aliadas sabia perfeitamente que a Alemanha estava derrotada, que o III Reich nunca poderia sobreviver e muito menos ressurgir de forma a constituir uma ameaça militar para os países Aliados. Na frente Ocidental os ingleses e americanos tinham desembarcado com êxito na Itália e avançavam mais a Norte pelas Ardenas estando já nas margens do Reno. Na frente Leste o avanço do Exército Vermelho era imparável e tinha já transposto o Oder e dirigia-se perigosamente para a transposição do Elba. O governo alemão propunha negociações para uma rendição militar a Oeste de forma a impedir o avanço comunista para o coração da Europa Civilizada e cristã. Tal foi recusado pelos dirigentes ingleses e americanos.
Dresden era uma cidade sem qualquer objetivo estratégico, tanto do ponto de vista militar como industrial. Além de não possuir bases militares ou indústrias importantes, Dresden não tinha qualquer defesa aérea. Toda a sua artilharia antiaérea há muito que tinha sido desmontada e transferida, com as respectivas guarnições - jovens inexperientes de 16 e 17 anos - para a frente Leste e para a defesa do Ruhr.
Dresden era uma das mais belas cidades da Alemanha, a capital da Saxónia era conhecida pela "Florença do Elba" devido à sua mundialmente famosa arquitetura Barroca. A economia de Dresden era sustentada, em tempo de paz, pelos seus teatros, museus, instituições culturais e indústrias artesanais, nomeadamente a cerâmica.


A sua população residente e permanente era de 630.000 pessoas, mas naquela altura a cidade estava a abarrotar de refugiados provenientes de todo o Leste mas principalmente da Prússia e da Silésia de onde fugiam aterrorizadas pelas crueldades cometidas pelos bárbaros soldados soviéticos que a isso eram incitados pelo demónio da propaganda estaliniana, o judeu Ilja Ehrenburg. Este dirigente soviético em campanhas maciças na rádio e através de milhões de panfletos repetia constantemente perante os soldados vermelhos: "Matem, matem, matem. Ninguém é inocente. Nem os que estão vivos nem os que ainda não nasceram" ou então "se vocês, um dia, não tiverem matado pelo menos um alemão, então vocês não cumpriram o vosso dever moral para com a mãe pátria Soviética ". Churchill nas suas memórias citava o judeu Ehrenburg, numa sua proclamação ao Exército bolchevista: "Os Soldados Vermelhos ardem como se fossem de palha para fazer dos alemães e da sua capital uma teia acesa da sua vingança; para vós, soldados do Exército Vermelho, soou a hora da vingança. Destroçai briosamente o orgulho racial das mulheres alemãs; tomai-as como despojo legítimo. Matai! Destruí, bravos e aguerridos soldados do Exército Vermelho".
 

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