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A Guerra do Golfo

Gratuita          109KB          Publicado: 11/02/2010

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O litígio sobre a determinação de fronteiras é a causa mais remota para a invasão iraquiana do Kuweit em agosto de 1990. Embora tivesse renunciado, em 1963, a reivindicações dessa natureza, o Iraque continua reclamando os portos de Bubián e Uarba, que lhe dariam novos acessos ao golfo Pérsico. Além disso, exige que o Kuweit perdoe uma dívida de US$ 10 bilhões contraída durante a guerra com o Irã e lhe pague uma "compensação" de US$ 2,4 bilhões, alegando que, durante aquele conflito, os kuweitianos extraíram petróleo em seus campos fronteiriços de Rumaila. O estopim para a invasão é, em julho, a acusação de Saddam Hussein de que o Kuweit pratica uma política de superextração de petróleo, para fazer o preço do produto cair no mercado internacional e, conseqüentemente, prejudicar a economia iraquiana.


A invasão - As tentativas de mediação da Arábia Saudita, do Egito e da Liga Árabe não conseguem impedir que, em 2/8/1990, as forças de Bagdá entrem no Kuweit, de onde o emir Jaber al-Ahmed al-Sabah e o 1º-ministro, príncipe Saad al-Sabah, fogem, refugiando-se na Arábia Saudita. Em 8/8, desafiando a imposição de sanções pela ONU, o Governo Provisório do Kuweit Livre, empossado por Saddam, proclama a República e declara o Kuweit uma província iraquiana. Em resposta, os EUA deslocam para o território da Arábia Saudita o maior efetivo militar desde a Guerra do Vietnã . Até o final de 1990, multiplicam-se as tentativas sem sucesso de encontrar uma solução negociada. Em 29/11, o Conselho de Segurança da ONU autoriza os EUA e seus aliados a atacarem o Iraque, caso ele não se retire do Kuweit até 15/1/1991.
 

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